As pesquisas que estão aparecendo no segundo turno são feitas por institutos registrados para desenvolver estas tarefas. As pesquisas no Brasil, principalmente as de resultados eleitorais, há muito vem sofrendo por um processo de descrédito, muito frente as formas como os resultados são usados hoje, ou seja como instrumento de indução de votos.
Tivemos vários comentários sobre o manifesto assinados por professores da UFPA, em relação às pesquisas feitas pelo programa de Mestrado de Ciência Política / Veritate, e agora teremos muitos postagens sobre os números do Ibope em relação a eleição do governo do estado.
Sobre aos comentários em relação ao manifesto dos professores da UFPA, quero dizer o seguinte: recebi o manifesto e solicitação por telefone para publicação.
Não concordo que a opinião dos professores deixe de ter credito, devido a participação de alguns no governo, não deixam de ser professores, acadêmicos e cidadãos. O que deve ser debatido é suas criticas aos erros, ou imprecisões nos resultados da pesquisas.
Não concordo que é a UFPA a responsável pelo resultado. Há uma liberdade acadêmica dentro da instituição, e cada grupo de pesquisa ou professor isolado assume o resultado do seu trabalho. Assume inclusive as criticas as suas pesquisas.
Agora podemos então admitir, como o professor Edir afirma, que a máquina do governo e a militância podem mover nas vésperas da eleição em torno de 9% dos votos? Esta é um a conclusão consistente? Não é necessário mais pesquisas para afirmarmos isto? É uma conclusão muito forte para um achado tão novo.
O certo é que as pesquisa são hoje instrumentos de indução de voto e devem ser cada vez mais criticadas a sua utilização neste sentido.







1 comentários:
Prof. Edilza.
Sou o coordenador do Laboratório em Ciência Pólítica da UFPA, e como tal, estou à frente das Oficinas Eleitorais em curso.
Como é de conhecimento público estas oficianas fazem parte de um planejamento acadêmico, desde 2008. Em 2009 tivemos este projeto aprovado pela FAPESPA. Estamos treinando nossos mestrandos e realizando experimentos acadêmicos, durante as eleições de 2010, no Pará.
Vamos aos seus questionamentos sobre o "erro" de 9%, apontados em suas avaliações, em torno da votação da candidata Ana Júlia, expressas na postagem acima.
Só existem três hipóteses para esta diferença entre a votação de Ana, 33%, no primeiro turno e os resultados obtidos em nossa pesquisa de intenção de votos, realizada entre os dias 24 e 28 de setembro.
1- Foi "erro", como voce e o manifesto "chapa branca" quer.
2- Foi má fé, como querem os governistas apaixonados.
3- Foram a ações de variáveis externas ao processo eleitoral que operaram, como é a nossa hipótese, como: Mobilização da máquina militante do PT, inauguração de obras em vésperas da eleição (ampliação da avenida independência) e a ação de boca de urna profissionalizada, como ocorreu em escala em todo o Pará.
Ora, o IBOPE fez coleta de dados nos dias 29 e 30 de setembro e não detectou nenhuma onda vermelha no Pará. Então o crescimento de Ana não poderia ser detectado entre os dias 24 e 28 de setembro, quando coletamos nossos dados.
Prezada Edilza.
Caso houvéssemos errado, admitíríamos este erro, afinal estamos realizando um trabalho acadêmico de transferência de know how aos alunos, daí o processo iniciar no planejamento, cálculo da base amostral, construção do questionário, protocolo no TRE/TSE, coleta de dados, checagem, digitação, tabulação, interpretação dos dados e divulgação dos resultados.
Mas Edilza.
Como explicar o acerto nas votações de Jatene, Juvenil, F.Carneiro e Cléber?
Ou agimos de má fé, e este não é o caso, ou ocorreu um súbito crescimento da votação de Ana Júlia na boca de urna.
Para finalizar, quero lamentar o manifesto assinado pelos comandantes da FAPESPA, IDESP, SEDCT e seus assessores, fazendo acusações, no mínimo levianas, contra os nossos experimentos acadêmicos. Estes professores, DAS do governo cometeram grave erro contra 3 dógmas acadêmicos: autonomia acadêmico-pedagógica, autonomia política e administrativa das unidades acadêmicas e autonomia da produção de conhecimento. Uma pena, que doutores tenham viradas serviçais de governos de plantão.
Saudações acadêmicas.
Prof. Dr. Edir Veiga- Coordenador do Laboratório em Pós-graduação do Mestrado em Ciência Política da UFPA.
Postar um comentário